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Urbanismo sai de Palmela: vila em protesto contra decisão que nasceu no mandato de Álvaro Amaro

Comerciantes e moradores da vila de Palmela subscrevem um abaixo-assinado que contesta a transferência dos serviços municipais de Urbanismo para Pinhal Novo. A medida, que o actual executivo PCP/PS se prepara para concretizar, foi decidida pelo anterior presidente da câmara, Álvaro Amaro, do PCP, que optou por adquirir o espaço da antiga Coopinhal, no lado sul de Pinhal Novo, para acolher aquela valência municipal. Para os signatários, a decisão ameaça a economia da sede de concelho e pode custar postos de trabalho e o encerramento de negócios de família.

A vila de Palmela vai perder os seus serviços de Urbanismo. A Câmara Municipal prepara a transferência desta valência para Pinhal Novo, para o espaço da antiga Coopinhal, adquirido precisamente com esse propósito pelo anterior executivo camarário, liderado por Álvaro Amaro sob a bandeira do PCP. Agora é o executivo de coligação PCP/PS que dá seguimento à medida, e é sobre ele que recai a contestação crescente de quem vive e trabalha na sede do concelho.

Um abaixo-assinado em circulação na vila formaliza essa oposição. Os seus promotores argumentam que os serviços de Urbanismo são um motor silencioso da economia local: diariamente, arquitectos, engenheiros, empresários, técnicos e munícipes deslocam-se à vila para tratar de processos e licenciamentos, acabando por consumir no comércio tradicional, na restauração e nas cafetarias do centro. Com a saída deste serviço, esse fluxo desaparece e os estabelecimentos locais ficam mais vulneráveis.

O receio não é abstracto. Os subscritores do documento alertam para a possibilidade real de encerramento de vários negócios familiares caso a transferência avance, com a consequente destruição de postos de trabalho e o agravamento de dificuldades que o comércio da vila já enfrenta. Para quem assina o abaixo-assinado, Palmela não pode continuar a ceder centralidade e serviços ao resto do concelho sem que isso tenha um custo irreversível para a sua identidade e coesão.

O apelo dirige-se directamente ao executivo PCP/PS: que reavalie a decisão herdada do mandato anterior e encontre alternativas que mantenham o Urbanismo na vila. Os signatários deixam claro que defender a sede do concelho é também defender a sua economia, a sua população e o seu futuro enquanto coração administrativo do município.

A posição da Câmara Municipal de Palmela sobre as alternativas equacionadas e o calendário previsto para a transferência não foi ainda tornada pública.

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