Sessão descentralizada na Lagoa da Palha… Moradores apresentam múltiplos problemas
Executivo escuta população descontente.
A deficiente recolha de resíduos e lixos e os problemas na rede viária ocuparam muitas das intervenções, mas ficaram ainda bem patentes a situação alarmante na Herdade de Rio Frio e a “paragem” de obras no âmbito do Orçamento Participativo. Os moradores consideram que as zonas rurais estão esquecidas, face às situações colocadas por mais de uma dezena de munícipes.
A sede do Rancho “Os Rurais” da Lagoa da Palha foi pequena para tantos alertas, vindos de várias zonas do concelho. Os seis meses de mandato de Ana Teresa Vicente não têm sido fáceis, porque os problemas do passado continuam sem resolução.
Lixos e resíduos mobilizam intervenções
A primeira moradora veio do Bairro dos Farias, que se queixou da recolha de resíduos e lixos que “não é própria nem eficaz” e defendeu “a recolha porta a porta”.
Moisés Amado veio do Poceirão para denunciar a situação de “lixos e a falta de limpeza da vala real” que com as recentes cheias “obrigaram à retirada de alguns moradores das suas casas”. O morador confessou “gostava de saber de quem é a responsabilidade”.
A arquiteta Vera Nunes apresentou algumas questões na área do Urbanismo. A Câmara prometeu uma reunião para serem analisadas as questões colocadas.
Bruno Andrade, residente na Lagoa da Palha, lembrou que “o brio profissional é muito importante” e destacou “temos as piores estradas do país que têm falta de cuidado e de alcatrão”. Também este morador abordou a situação dos lixos e entulhos “acumulam-se nos contentores atraindo ratazanas e baratas”.
O executivo camarário recebeu dois pedidos de José Manuel Brinca. O primeiro teve a ver com o excesso de velocidade na rua principal da Lagoa da Palha, onde as viaturas e as motas “chegam a atingir entre 150 a 200 Km” e defendeu a “instalação de um radar”.
O segundo pedido para a autarquia foi a “instalação de um ecrã gigante para que os moradores desta zona” possam assistir aos jogos do Mundial”.
Atento e interventivo
João Marques é um cidadão atento e mais uma vez marcou presença para alertar anecessidade de “limpar as bermas da estrada 1.º de Maio com ligação a Montinhoso”. O diligente morador lembrou mais uma vez o deficiente serviço do Centro de Saúde da Venda do Alcaide “sendo mais vezes que não funciona”.
João Marques elogiou a atitude da câmara em “promover sessões descentralizadas”, mas aconselhou que “fossem escolhidas outras coletividades”, tendo Ana Teresa Vicente prometido “vou aceitar essa sugestão”.
Se os moradores da freguesia de Pinhal Novo foram interventivos na sessão descentralizada, esta também contou com munícipes oriundos de outras zonas do concelho de Palmela. Do Poceirão veio mais um alerta da Agualva, onde se apelou para os buracos da Rua da Minissaia e se vai ser intervencionada.
Herdade de Rio Frio transformada numa prisão
Miguel Lourenço veio de Rio Frio para alertar sobre “a grave e desesperante situação”, onde os moradores “estão a ser pressionados para assinarem contratos de arrendamento” e “vivem com câmaras de vigilância por todos os lados”. O morador revela ainda “cortam-nos a água, chamam-nos ocupas e vivemos numa autêntica prisão”.
Ana Teresa Vicente reconheceu “a situação é muito delicada” e informou “já reunimos com os novos proprietários e com os dirigentes do Clube” e “os moradores devem defender os seus direitos” e prometeu “iremos realizar mais uma reunião com mais detalhes”.
Quanto às questões colocadas sobre a suspensão do Orçamento Participativo, a presidente da câmara lembrou
“tomámos posse há seis meses e vamos considerar as obras previstas e mais prioritárias, que possam entrar no Orçamento da Câmara”-
Carla Afonso, do Pinhal Novo e residente no Poceirão, fez um apelo desesperado “ajudem-nos a resolver a situação da licença já emitida para que o banco proceda ao pagamento da respetiva tranche”.






