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Serviço público sobre rodas reforça ligação entre Palmela e os cidadãos

A nova Loja do Cidadão Móvel, inaugurada esta segunda-feira em Palmela, representa uma aposta clara na proximidade, inclusão e modernização dos serviços públicos locais.

Num passo significativo para a modernização administrativa e coesão territorial, a Câmara Municipal de Palmela inaugurou esta segunda-feira a nova viatura da Loja do Cidadão Móvel. A cerimónia decorreu no Bairro Alentejano, na freguesia de Quinta do Anjo, com presença do presidente da Câmara, Álvaro Amaro, da Agência para a Modernização Administrativa (AMA), e de representantes locais.

Com 20 paragens agendadas por todo o concelho, o veículo está equipado com melhores condições de atendimento, novas soluções de acessibilidade — incluindo rampa para cidadãos com mobilidade reduzida — e tecnologias atualizadas que permitem um serviço mais eficiente e personalizado.

Durante a sessão, o presidente Álvaro Amaro frisou que esta iniciativa representa a continuação de uma estratégia de descentralização já enraizada em Palmela. “Este concelho não tem uma biblioteca, tem cinco; não tem dois centros culturais, tem oito”, exemplificou, salientando que o novo projeto responde à realidade de um território extenso, com mais de 40 núcleos urbanos dispersos.

O reforço do serviço móvel surge como resposta às limitações de transporte público e à necessidade urgente de combater o isolamento das populações. A Loja do Cidadão Móvel possibilita o acesso facilitado a serviços municipais e do Estado, como registos, notariado e outras interações com a administração pública.

Tiago de Ramos, da AMA, garantiu que este é um projeto ímpar a nível nacional, sendo a única loja móvel integrada na rede nacional de 75 lojas. “Esta evolução mostra o compromisso com os cidadãos e com os trabalhadores que asseguram o atendimento, que agora têm também melhores condições para desempenhar as suas funções”.

O vereador Luís Miguel Calha recordou o momento em que o município percebeu que havia cidadãos a deslocarem-se mais de 30 quilómetros para tratar de um assunto administrativo. “Foi nessa altura que quisemos inverter a lógica e levar os serviços a quem deles precisa, onde quer que esteja.”

O projeto conta com o envolvimento direto da Autoeuropa e AutoVision na adaptação tecnológica da viatura, mas também com a colaboração ativa das juntas de freguesia e da população local. A autarquia sublinha ainda que o atendimento humano será sempre insubstituível, mesmo com o avanço da inteligência artificial. “As pessoas vêm tratar de um assunto, mas acabam por conversar sobre três ou quatro problemas. Este contacto é vital”, afirmou Álvaro Amaro.

A nova fase do projeto traduz-se num atendimento mais digno, eficaz e inclusivo, alicerçado em tecnologia, cooperação institucional e, sobretudo, na aposta num serviço público próximo, personalizado e de qualidade.

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