PS aposta em continuidade: Mara Rebelo e Pedro Taleço reforçam lista de José Carlos de Sousa em Palmela
Vereadores atuais voltam a integrar a candidatura socialista à Câmara Municipal, numa lista ainda envolta em segredo.

A candidatura de José Carlos de Sousa à presidência da Câmara Municipal de Palmela contará com dois nomes bem conhecidos dos eleitores: Mara Rebelo e Pedro Taleço, ambos atuais vereadores do PS no executivo municipal. O Diário do Distrito confirmou que ambos os autarcas voltam a integrar a lista socialista, numa aposta clara na continuidade e reforço da experiência política no concelho.
Palmela vive um clima de contenção e reserva quanto às listas às eleições autárquicas, com os partidos a manterem os nomes dos seus candidatos fechados a sete chaves. À semelhança da CDU, Chega, Iniciativa Liberal e coligação PSD/CDS-PP, também o PS local ainda não tornou pública a totalidade dos nomes que integram a sua candidatura aos vários órgãos autárquicos.
No entanto, sabe-se que o PS investiu cerca de 14 mil euros numa sondagem interna, promovida pela estrutura nacional do partido, para medir a aceitação dos seus potenciais candidatos. A sondagem colocou José Carlos de Sousa como o nome mais forte, superando Patrícia Gaspar, ex-secretária de Estado da Proteção Civil, e Mara Rebelo, presidente da Comissão Política Concelhia do PS Palmela.
Após a validação dos resultados pelo então secretário-geral Pedro Nuno Santos, a candidatura foi lançada sem demoras. Ainda assim, a estrutura local continua sem divulgar a lista completa, optando apenas por anúncios nas redes sociais com os nomes dos cabeças de lista à Câmara, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia.
Mara Rebelo, uma das derrotadas no processo de escolha do cabeça de lista, mantém-se na equipa, sinalizando unidade interna e confiança na capacidade política. Já Pedro Taleço assegura a continuidade de um perfil mais técnico, com conhecimento das áreas que tem tutelado no executivo.
Apesar da indefinição quanto à apresentação pública da lista completa, fontes socialistas admitem que a revelação poderá ficar para depois do verão, condicionada pela data oficial das eleições. A lentidão no processo poderá, no entanto, abrir espaço à oposição para ganhar vantagem junto do eleitorado.
A escolha de duas figuras com provas dadas no executivo reforça a linha de estabilidade que José Carlos de Sousa pretende seguir, mas o secretismo e o atraso na apresentação podem tornar-se um risco político, num concelho onde as forças estão cada vez mais equilibradas.






