PDM chumbado deixa executivo do PCP em situação inédita após 50 anos
PDM foi discutido e rejeitado na Assembleia Municipal de Palmela.

Numa sessão extraordinária marcada por intensos debates, a Assembleia Municipal de Palmela rejeitou, a 17 de julho, o novo Plano Diretor Municipal (PDM), resultando numa derrota histórica para o executivo liderado pelo PCP.
O presidente da Câmara Municipal, Álvaro Amaro, apresentou o documento como fruto de um processo extenso e tecnicamente robusto, mas enfrentou críticas severas da oposição. O regime de perequação, as restrições ao uso do solo rural e a redução das áreas urbanizáveis foram as principais fontes de controvérsia.
O deputado Jorge Martins (Chega) classificou as alterações como uma “desgraça para os proprietários”, enquanto Teresa Marta Joaquim (PSD) levantou dúvidas sobre a complexidade das cedências exigidas aos privados. A deputada Tânia Ramos (Bloco de Esquerda) frisou a falta de visão estratégica em mobilidade e sustentabilidade ambiental.
O chumbo do PDM significa um duro revés político para o PCP, deixando o futuro do ordenamento urbanístico de Palmela numa incógnita e obrigando a autarquia a reconsiderar profundamente a sua estratégia territorial. Este impasse político coloca também em risco vários investimentos planeados, aumentando a pressão sobre o executivo para encontrar rapidamente uma solução capaz de satisfazer as diversas partes envolvidas e tranquilizar os cidadãos quanto ao futuro do concelho






