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Passe Navegante em debate reacende ligação histórica a Tróia

A Assembleia da República discute esta sexta-feira a inclusão da travessia fluvial Setúbal Tróia no Passe Navegante, uma reivindicação com impacto direto em Palmela e na Península de Setúbal.

A discussão parlamentar da petição que defende a inclusão da travessia fluvial Setúbal Tróia no Passe Navegante marca um novo capítulo num processo cívico que se arrasta há quase três anos e que envolve diretamente os concelhos da Península de Setúbal, incluindo Palmela. O debate está agendado para esta sexta-feira, 19 de dezembro, a partir das 10 horas, em plenário da Assembleia da República.

A petição, subscrita por mais de oito mil cidadãos, nasceu da contestação aos elevados custos praticados na ligação fluvial entre Setúbal e Tróia, considerados incomportáveis para uma parte significativa da população. Para os residentes de Palmela, concelho integrado na Área Metropolitana de Lisboa, a ausência desta travessia no sistema tarifário Navegante representa uma quebra na lógica de mobilidade integrada que vigora no restante território metropolitano.

Os promotores da iniciativa sublinham que Tróia sempre foi um destino balnear de referência para as populações da região, acessível durante décadas através do transporte fluvial. A atual política tarifária é apontada como um fator de exclusão social, afastando milhares de pessoas do usufruto das praias e do território, apesar de residirem numa área abrangida pelo Passe Navegante.

Ao longo do processo, os peticionários foram ouvidos por partidos com representação parlamentar e pela Comissão de Economia, Obras Públicas e Habitação. O debate agora em plenário surge após divergências entre forças políticas quanto ao calendário para a eventual inclusão da travessia. Enquanto alguns defendem uma decisão imediata, outros admitem que a matéria seja tratada apenas aquando da renovação do contrato de concessão, prevista para 2027.

Para os subscritores, muitos deles residentes em Palmela e noutros concelhos da Península de Setúbal, o essencial passa por uma decisão clara e orientada para o interesse público, capaz de eliminar desigualdades no acesso ao transporte público e garantir uma mobilidade mais justa dentro da Área Metropolitana de Lisboa.

O desfecho do debate é aguardado com expectativa, numa altura em que a mobilidade sustentável, a coesão territorial e o acesso equitativo aos serviços públicos assumem um peso crescente na agenda política nacional e local.

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