Palmela pode mudar futuro hídrico da Margem Sul com nova estratégia
O Governo português visa reduzir a dependência do aquífero Tejo-Sado, colocando Palmela no centro da estratégia hídrica.

Palmela está a emergir como um elemento vital na estratégia de reforço do abastecimento de água à Península de Setúbal. Esta iniciativa, liderada pelo Governo, visa encontrar alternativas que aumentem a segurança hídrica na Margem Sul do Tejo, reduzindo a dependência do aquífero Tejo-Sado.
A solução técnica que está a ser desenvolvida poderá incluir a utilização de origens superficiais, como as águas de Castelo de Bode ou do rio Tejo. A Agência Portuguesa do Ambiente e o Grupo Águas de Portugal têm um prazo de 120 dias para apresentar os elementos necessários para esta proposta.
Diversificação de fontes hídricas: estratégia essencial
O Ministério do Ambiente e Energia sublinha que a diversificação das fontes de água é um dos objetivos principais desta estratégia. A intenção é reduzir a pressão sobre o sistema aquífero Tejo-Sado e preparar a região para futuras necessidades. Palmela tem um papel central devido à sua capacidade aquífera, e a estratégia prevê integrar diferentes origens de água para evitar a dependência de uma única fonte.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, mencionou a possibilidade de conectar a margem sul ao sistema que abastece Lisboa a partir de Castelo de Bode, em colaboração com os municípios e entidades responsáveis pela gestão da água.
Reações variadas entre os autarcas
A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, apoia a busca de uma solução estrutural para o abastecimento de água no concelho. Esta discussão tem vindo a intensificar-se após problemas de abastecimento em Almada, que resultaram em medidas de contingência, como restrições de consumo.
Porém, a proposta não é unânime entre todos os municípios. Autarcas e a Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal procuram equilibrar diferentes visões e preocupações, manifestando reservas sobre a solução proposta.
A necessidade de uma solução coordenada e eficaz é vista como crucial para o futuro hídrico da Península de Setúbal, onde Palmela poderá desempenhar um papel determinante.






