Palmela entra em impasse após rejeição histórica do PDM
Álvaro Amaro acusa oposição de ser “negativa”.

A Assembleia Municipal de Palmela rejeitou esta semana a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), gerando um impasse político inédito e colocando em risco centenas de projetos urbanísticos, empresariais e sociais no concelho.
Em conferência de imprensa urgente realizada no Salão Nobre da autarquia, o presidente Álvaro Amaro classificou a decisão como “irresponsável e sem precedentes”, alertando para graves consequências económicas e sociais. Segundo o autarca, o município fica agora preso a um PDM de 1997, inadequado e limitador, que bloqueia investimentos já previstos e futuros.
O processo de revisão, iniciado há mais de duas décadas, envolveu várias consultas públicas, reuniões técnicas e pareceres favoráveis da maioria das entidades consultadas, apesar de algumas condicionantes. Álvaro Amaro acusa a oposição, nomeadamente PS, PSD, Chega, Bloco de Esquerda e MIM-CP, de formar uma “coligação negativa”, sem propostas alternativas e com objetivos eleitorais, colocando “interesses partidários acima do interesse público”.
Com esta rejeição, mais de 50 empresas do concelho enfrentam agora uma situação de bloqueio aos seus planos de expansão, afetando diretamente a criação de emprego e o crescimento económico local. O edil garantiu que o executivo municipal não desistirá e levará novamente a proposta a votação, apelando ao diálogo e responsabilidade das forças políticas envolvidas.
A proposta de revisão foi rejeitada com 18 votos contra, incluindo PS, PSD, Chega, BE e MCCP, uma abstenção do PSD e votos favoráveis apenas da CDU.






