Nova classificação europeia abre portas a milhões para a Península de Setúbal
A Península de Setúbal vai receber mais apoio europeu após ser oficialmente considerada uma das regiões menos desenvolvidas de Portugal.

A Península de Setúbal vai beneficiar de um acesso reforçado a fundos comunitários, graças à nova classificação atribuída pela União Europeia no próximo Quadro Financeiro Plurianual. Com um PIB regional inferior a 75% da média europeia, os concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal são agora reconhecidos como merecedores de apoios adicionais.
Este reconhecimento resulta de um trabalho persistente efetuado por autarcas, deputados e entidades regionais, que há vários anos alertavam para as injustiças provocadas pela fusão estatística com Lisboa. A alteração da divisão NUTS, promovida pelo Governo socialista em 2019, permitiu isolar a Península de Setúbal enquanto território autónomo, algo que a lei Relvas, aprovada por um Governo PSD, anulara, prejudicando gravemente o acesso aos fundos comunitários.
Com a atualização dos indicadores estatísticos, foi finalmente possível corrigir o erro e garantir que as verbas europeias chegam a quem delas verdadeiramente precisa. Diversos intervenientes, desde a CCDR-LVT à AISET e ao Instituto Politécnico de Setúbal, tiveram um papel fundamental nesta conquista, reforçando o papel das instituições locais na luta por uma maior justiça social e económica.
O Partido Socialista, através dos seus representantes locais e nacionais, foi incansável neste processo, pressionando o Governo para que a reclassificação se tornasse realidade. O Presidente da Federação Distrital de Setúbal, André Pinotes Batista, considera que esta vitória “é o reflexo de uma política de proximidade, feita em diálogo com as forças vivas da região”.
Apesar das resistências políticas, sobretudo por parte do PSD, a nova classificação foi aprovada e promete abrir portas a investimentos decisivos para o desenvolvimento da região no pós-2028. As atenções centram-se agora no volume de fundos que será atribuído, numa altura em que empresas, associações e cidadãos aguardam por uma oportunidade há muito reivindicada.






