Setúbal

Movimento Vitória Sempre contesta contrato polémico com Tavfer

Movimento Vitória Sempre lança duras críticas ao contrato entre o Vitória FC e a Tavfer, apontando condições prejudiciais ao clube.

A Assembleia Geral Extraordinária do Vitória Futebol Clube, que terá lugar em Setúbal nesta quinta-feira, dia 17 de setembro, promete ser um ponto de fervorosa discussão. O Movimento Vitória Sempre lançou um apelo aos sócios do clube, pedindo que não ratifiquem o contrato de parceria com a Tavfer. Num contundente comunicado divulgado nas redes sociais, o movimento apresentou quatro razões que considera fundamentais para rejeitar o acordo.

No cerne da crítica está a questão da legitimidade da Direção do Vitória FC para firmar o contrato nos termos acordados. O movimento argumenta que o acordo é mais um compromisso entre a Direção e a Tavfer, não vinculando o próprio clube, afirmando que esta não possuía mandato para tal assinatura. Recordando uma Assembleia Geral anterior, realizada a 22 de maio, o movimento ressalta que os sócios tinham aprovado condições específicas, que incluíam a expectativa de patrocínios e investimentos que não se refletem no atual contrato.

Entre as condições anteriormente acordadas, estava o compromisso da Tavfer em patrocinar a equipa de futebol durante três épocas, com um orçamento destinado à subida de divisão, e a preservação de 20% da capacidade construtiva no Vale do Cobro. Contudo, segundo o Vitória Sempre, o contrato atual estipula um patrocínio muito inferior e obriga o clube a ressarcir a Tavfer pelos valores pagos à Autoridade Tributária, algo que consideram prejudicial e contrário ao que foi acordado.

Outro ponto de forte contestação é a alegada ingerência da Tavfer no futebol do clube, algo que, segundo o movimento, pode violar regulamentos da FIFA e da Federação Portuguesa de Futebol, trazendo riscos de sanções para o Vitória FC. O movimento também critica a concessão de direitos exclusivos de publicidade à Tavfer, que controlaria a publicidade do estádio e outros espaços do clube por um longo período.

No entanto, a crítica mais severa do movimento vai para a cláusula que concede à Tavfer um direito de preferência sobre os terrenos do Bonfim. Caso a Tavfer opte por não exercer esse direito, o clube seria obrigado a reembolsar pagamentos realizados sob o contrato, ampliando ainda mais as preocupações do movimento sobre as implicações financeiras e estratégicas para o Vitória FC. O impacto local desta situação é significativo, uma vez que se trata de um clube com uma forte ligação à comunidade de Setúbal.

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