Jéssica terá sido utilizada como uma ferramenta no tráfico de droga
Novos dados revelam que a droga era colocada no ânus da criança.
Com Tiago Alexandre
Após as detenções que ocorreram no passado dia 15 de dezembro, onde a mãe de Jéssica, a menina de 3 anos que foi brutalmente espancada até à morte em Setúbal, e o filho da raptora e homicida da menina foram detidos pela Polícia Judiciária, foram descobertas novas evidencias de maus tratos à criança, nomeadamente a utilização de Jéssica como correio de droga (MULA).
Esta criança, que além de ter passado um cenário de horror, tortura e violência, também foi, alegadamente, utilizada para transportar droga por via anal com o conhecimento e a envolvência da própria mãe, Inês Tomás.
Segundo apurou a SIC, o tráfico era feito pelo filho da mulher que raptou e violentou Jéssica até à morte. Deste modo a ligação deste suspeito ao homicídio da criança é de forma indireta, o mesmo não se pode dizer de Inês Tomás, já que está indicada pelo crime de homicídio qualificado por omissão.
Segundo as investigações forenses e a autopsias realizadas ao corpo, foram detetadas feridas na zona anal da menina de três anos, algo que indicava suspeitas de abuso sexual, no entanto com o decorrer da investigação e os novos dados recolhidos, os inspetores do caso acabaram por deduzir que estas feridas eram causadas por droga que era inserida no corpo de Jéssica.
Vale lembrar o leitor que Jéssica faleceu em junho após ter sido raptada e mantida em cativeiro devido a dívidas feitas pela mãe. No decorrer do rapto a criança foi agredida e acabou por não resistir aos ferimentos. Enquanto a criança esteve dias neste estado, Inês Tomás nada fez para salvar a criança.






