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Javalis no litoral de Setúbal reacendem debate sobre presença de fauna selvagem

O avistamento frequente de javalis nas praias da Arrábida e em zonas urbanas de Setúbal inquieta a comunidade, mas o fenómeno não representa um surto populacional, garante o ICNF.

Nas últimas semanas, registos de javalis a deslocarem-se por ruas e areais da Arrábida multiplicaram-se, deixando residentes e visitantes em alerta. Os animais, à procura de alimentos em lixeiras e solos, são filmados e fotografados, reavivando o debate sobre o convívio entre seres humanos e fauna selvagem.

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas esclarece que este comportamento está dentro do normal, sobretudo nos mais jovens, e não significa um crescimento fora de controlo da população de javalis. A Câmara Municipal de Setúbal já tentou acionar mecanismos de captura, mas nem o ICNF, nem a GNR dispõe de competência legal para intervir no perímetro urbano.

A entidade alerta para os perigos de interação com os javalis, realçando o seu instinto selvagem e a possibilidade de reagirem de forma imprevisível caso se sintam ameaçados. O apelo é para não serem alimentados e se mantenha distância. Segundo dados oficiais, no Parque Natural da Arrábida e zonas próximas são abatidos anualmente até 600 animais, mantendo-se a população controlada.

No plano nacional, o objetivo passa por reduzir a população em 20% na próxima década, seguindo o Plano Estratégico e de Ação do Javali, da Universidade de Aveiro, como medida preventiva para evitar conflitos com as populações.

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