Eugénio da Fonseca: A Voz que defendeu Setúbal e os mais vulneráveis
Figura ímpar da Cáritas e do voluntariado em Portugal deixa legado marcante.

Eugénio José da Cruz Fonseca, natural de Setúbal, faleceu na quarta-feira, 12 de agosto de 2026, aos 69 anos. Com uma vida dedicada ao voluntariado e à defesa dos mais vulneráveis, Eugénio da Fonseca marcou presença em diversos organismos da Igreja e da sociedade civil, sendo uma das figuras centrais da Cáritas em Portugal.
Quase 30 anos dedicados à Cáritas de Setúbal
A trajetória de Eugénio da Fonseca na Cáritas começou em 1987, quando assumiu a presidência da Cáritas Diocesana de Setúbal. Durante quase três décadas, acompanhou significativas mudanças sociais no país, lutando contra o desemprego e a pobreza. Em 1999, a sua liderança foi reconhecida a nível nacional ao ser nomeado presidente da Cáritas Portuguesa, cargo que ocupou por mais de vinte anos.
No seu percurso, Eugénio da Fonseca destacou-se na luta contra a “pobreza envergonhada” e manteve-se ativo na intervenção social durante a pandemia de COVID-19, alertando para as crescentes necessidades das famílias.
Uma vida de dedicação ao voluntariado
Para além da Cáritas, Eugénio da Fonseca teve um papel relevante na Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade e integrou o Conselho Económico e Social. Em 2010, assumiu a presidência da Confederação Portuguesa do Voluntariado, tendo mantido esse cargo até 2026.
A sua voz continuou ativa até recentemente, defendendo o reconhecimento do voluntariado como uma prioridade na agenda política. Em maio, numa entrevista, lamentou a insuficiente valorização desta área crucial.
A vida e obra de Eugénio da Fonseca deixaram uma marca indelével na sociedade setubalense e no tecido social português, perpetuando um legado de dedicação aos mais necessitados.






