Sociedade

“é só cheganos”…GERA nova polémica

De microfone aberto à live que estava em direto na última quarta-feira (23 de janeiro) onde se ouve o presidente da Câmara Municipal de Palmela dizer “É só Cheganos”, depois de uma frase repetida de uma das vereadoras que dizia “Há aqui uma grande mistura”, quando Álvaro Amaro “disparou” o comentário.

O momento, amplamente divulgado nas redes sociais, levou a CIMZA, a Comissão Instaladora dos Moradores da Zona de Aires, a exigir um pedido formal de desculpas do Presidente da Câmara Municipal de Palmela a todos os cidadãos presentes na reunião.

A reunião, realizada na Associação Recreativa de Agualva de Cima, contou com a presença de centenas de cidadãos de várias áreas, incluindo Aires, Cabeço Velhinho, Volta da Pedra, Estação de Palmela e Padre Nabeto, bem como moradores de Setúbal. Os cidadãos compareceram para obter esclarecimentos sobre o programa de Arrendamento Apoiado proposto pela Câmara Municipal.

Durante a reunião, vários cidadãos apresentaram perguntas detalhadas sobre o programa habitacional, no entanto, Álvaro Amaro não terá respondido, acusam os cidadãos, a muitas dessas questões.

“Numa intervenção cheia de números pouco claros, Álvaro Amaro não respondeu a muitas das questões, nem permitiu que nenhum dos Vereadores se pronunciasse. O Presidente da Câmara foi demonstrando um nervosismo crescente que culminou quando a população desistiu de continuar a ouvi-lo e decidiu abandonar o local como ato de protesto. E aqui, numa reunião que decorreu de forma civilizada e ordeira, Álvaro Amaro decidiu proferir as seguintes palavras: “É só cheganos’” pode ler-se em comunicado. A tensão atingiu um nível tal que a população optou por abandonar a reunião como forma de protesto.

A CIMZA emitiu uma declaração onde sublinha que as suas ações não são políticas, xenófobas, discriminatórias ou contra medidas sociais e pede um pedido formal de desculpas da Câmara Municipal de Palmela, aguardando por esse pedido de desculpas que seja em breve e que o presidente o faça publicamente para que não passe  a ideia para a opinião pública de que os moradores de Aires são associados a partidos políticos.

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