Aumento dos combustíveis ameaça bombeiros: exigem apoio urgente
A Federação dos Bombeiros de Setúbal alerta para os efeitos dos combustíveis e exige apoios em atraso.

A Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal (FBDS) manifestou uma profunda preocupação face ao aumento dos preços dos combustíveis, que está a impactar significativamente as Associações Humanitárias de Bombeiros. A organização exige ao Governo o pagamento dos apoios extraordinários que ainda não foram transferidos, apesar de terem sido aprovados há vários meses. Este alerta foi dado numa nota divulgada na última sexta-feira, 11 de setembro.
Os bombeiros enfrentam desafios acrescidos porque, mesmo com o aumento dos custos, não podem reduzir as suas atividades. Ambulâncias, veículos de emergência e meios de combate a incêndios devem continuar operacionais para garantir a resposta necessária às comunidades.
Decreto-Lei não é suficiente para cobrir custos
O Decreto-Lei n.º 80-A/2026, de 31 de março, criou um apoio extraordinário para as Associações Humanitárias, visando compensar os custos dos combustíveis. No entanto, a FBDS denuncia que as verbas continuam por transferir, mesmo após vários meses, agravando as dificuldades financeiras das associações.
A estrutura enfatiza que, embora os apoios extraordinários sejam importantes, não resolvem a raiz do problema. É necessário estabelecer um modelo de financiamento que cubra os custos reais dos serviços prestados, evitando que as associações arcassem com a diferença entre os custos e os apoios recebidos.
Reivindicações incluem transporte de doentes e protocolos com INEM
Entre as exigências apresentadas pela Federação, destaca-se o pagamento imediato dos apoios extraordinários já aprovados e a atualização da taxa de saída e do valor pago por quilómetro no transporte de doentes. A revisão dos protocolos com o INEM e a criação de um Contrato-Programa entre o Estado e as Associações Humanitárias também são solicitadas.
A FBDS defende ainda a implementação de mecanismos para ajustar periodicamente estes valores conforme a evolução dos custos. A Federação aguarda agora uma resposta rápida do Governo para garantir a estabilidade financeira das associações.






