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Arrábida Biosfera: Comissões tomam posse e começa uma nova história

Palmela foi o local escolhido para a tomada de posse das Comissões Científica e Consultiva, que reuniu mais de uma centena de participantes em representação das autarquias, universidades, movimento associativo, tecido empresarial, produtores locais, turismo e comunidade em geral.

Sofia Martins, secretária-geral da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) fez a apresentação da Arrábida Biosfera, lembrando que o processo, “durou uma dezena de anos a ser concretizado e apanhou uma pandemia pelo meio”.

A UNESCO reconheceu a Arrábida como Reserva da Biosfera no dia 27 de Setembro de 2025, lembrou Sofia Martins, e “temos todos que trabalhar muito para que este território possa ir mais longe”.

Os concelhos de Palmela (freguesias de Palmela e Quinta do Ano), Sesimbra (freguesias do Castelo e Santiago) e Setúbal (União de Freguesias e Azeitão) e nos seus territórios, incluem um plano de ação num grupo restrito de áreas de conservação em que “se distingue a harmonia entre as atividades e vivências humanas e a natureza e os seus valores”. De realçar que a Arrábida Biosfera integra agora os menos de 5% da superfície terrestre, que merecem este reconhecimento, o que nos coloca um novo patamar de exigência na gestão comum do nosso território”.

Todos a uma só voz

Marco Rebelo, presidente do Comité Nacional MaB da UNESCO, acredita que a Reserva da Biosfera “aposta em laboratórios vivos” e “será o pontapé de saída para uma boa gestão do território”. O diretor regional da Conservação da Natureza e Florestas de Lisboa e Vale do Tejo, Carlos Albuquerque, destacou a importância da Arrábida como “um diamante que ainda vamos trabalhar, tendo em causa o homem e a paisagem”.

O presidente da Câmara de Sesimbra, Francisco Jesus, destacou “há 10 anos começámos este caminho participativo” lembrando “foram as equipas técnicas que permitiram que chegássemos aqui”. Este território partilhado, que “nos orgulha a todos, irá trazer valores acrescentados, à pesca, agricultura e turismo, que devem ser feitos com sustentabilidade”, concluiu o edil sesimbrense.

A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, manifestou “o enorme sentido de responsabilidade e orgulho” pela tomada posse das Comissões Executiva e Científica, porque “a Reserva da Biosfera da Arrábida é um compromisso permanente”. A edil sadina lembrou a necessidade de “proteger os ecossistemas, apoiar as atividades económicas” e “apostar no nicho marcado pela defesa do nosso património da Arrábida que é responsabilidade de todos nós”.

Ana Teresa Vicente encerrou as intervenções e manifestou-se “duplamente gratificante” enquanto presidente da Câmara de Palmela e da AMRS, mas o trabalho “é para continuar com todos aqueles que têm um papel neste projeto”. A autarca garante que a Arrábida como Biosfera “não limita a preservação das populações e a marca UNESCO irá trazer novos valores a nível de empregos mais classificados, valorizando os produtos de excelência” e “trata-se de um enorme desafio gerir esta reserva”. A presidente palmelense garantiu “estou certa que todos continuaremos a trabalhar neste território” e “quero saudar a capacidade de trabalho de todos os que participaram neste projeto para que fosse uma realidade”.

Música e produtos regionais

O filme da Arrábida teve animação musical de Jorge Salgueiro e a terminar a iniciativa os presentes foram brindados com Moscatel de Setúbal e doces de Azeitão, de Sesimbra e de Palmela.

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